desaprendi de viver
já não sei falar nem andar
já não sei conversar com um café em frente
desaprendi de escrever
junto palavras como puzzles
imagens como se fossem filmes inacabados
pronuncio mal as letras
e não já não reconheço os vultos
tenho apenas uma lembrança
que é já uma certeza:
entre a vida e a morte ninguém dará por mim...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010

Notempoemquenosconhecíamospelocheiro,haviaumaribeiraeumrelógioparadonocantodasalaeumamesasempésondenosdeitávamosparatomarcháquentemergulhávamosastisanassem medoervastingidasdetransparentecoloraçãonaturaldehenaos cabelos sujos de terraacasafria enregeladossóosnossoscorposconseguiamalgumcalordereservao bafoasairemvaporessilenciosos
a jane la fecha da que s e em bac i ava
(foto: paul baranowski - "untitled")
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
soon this place will be too small
she said:
Then I’ll die three times
And be born again
In a little box
With a golden key
And a flying fish
Will set me free
diziam que este ano iam ser muitas... muitas as mortes...
mas tantas... tantas...
...
...
domingo, 27 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009

“até nos tempos mais sombrios temos o direito de esperar ver alguma luz, e é bem possível que essa luz não venha tanto das teorias e dos conceitos, como da chama incerta, vacilante, e muitas vezes ténue, que alguns homens e mulheres conseguem alimentar em quase todas as circunstâncias e projectar em todo o tempo que lhes foi dado viver neste mundo (…)”
Hanna Arendt
(foto:katia chausheva - the master of puppets)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
a matança
comprei um livro pela capa! - (alguém que me prenda e não oferecerei resistência) - os meus olhos comem imagens inteiras e palavras de sangue

"derramavam-se sobre os móveis prometendo
calor no inverno, as excessivas subtilezas
de março ou
um crescer maligno de glaciares em
agosto
quando a voz morria as mulheres saíam
para ver
a luminescência do céu tombando pouco
importava que lhes caísse basta
um templo para caiar de branco uma cidade"
(poema: andreia c. faria
foto: inês d'orey - my suicides (série))
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